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Relações internacionais e o espaço sideral

  • Foto do escritor: André Rodrigues
    André Rodrigues
  • 2 de mar. de 2022
  • 3 min de leitura


História da corrida espacial e o papel da ONU

Quando falamos em relações Internacionais, logo pensamos em política internacional e acordos bilaterais entre países, mas as relações internacionais vão muito além de tudo isso. Acredito que você nunca parou pra pensar sobre como funcionam as relações internacionais no espaço sideral, afinal, isso é mesmo relevante? Sim, isso é muito relevante e até a ONU tem um tratado sobre a exploração e uso do espaço cósmico e dos corpos celestes existentes nele.

Com o avanço da corrida espacial durante a Guerra Fria, o mundo ficou atento aos acontecimentos relativos às tentativas de lançamentos de foguetes entre as duas grandes superpotências na época. Até que em 1957, a União Soviética conseguiu lançar com sucesso o Sputnik I, que conseguiu orbitar a terra de forma completa. Iniciou-se aí, a corrida espacial.

Como os Estados Unidos não poderia ficar para trás, a NASA lançou o programa Apollo, que tinha a intenção de levar o homem para a Lua, feito que foi efetuado com sucesso em 1969, mas o que realmente nos interessa neste artigo é o ano de 1967.

A recém formada Organização das Nações Unidas, mostrou-se de certa forma preocupada com o avanço tecnológico durante a corrida espacial, pois temia-se na época, que a Lua, ou outros corpos celestes poderiam abrigar armas de destruição em massa, que uma vez apontadas para a Terra, o mundo chegaria ao seu fim. Desta maneira, foi promulgado em 1967, o Tratado do Espaço Sideral ou Tratado do Espaço Exterior, que tinha por finalidade, “regulamentar” e orientar os países a usar o Espaço Cósmico e os corpos celestes existentes nele, em prol da humanidade e não para fins litigiosos.

Dentre os 17 artigos presentes no tratado, cabe salientar que os Estados devem explorar o Espaço de forma pacífica e em cooperação internacional; os corpos celestes, e até mesmo a Lua, não podem ser objetos de apropriação nacional, muito menos exercer soberania sobre os mesmos; como dito anteriormente, os países não poderão alocar armas nucleares nos corpos celestes e nem orbitar a terra com armas de destruição em massa; e também, os astronautas de diferentes nacionalidades deverão cooperar entre si.


A corrida espacial no século XXI

Diferentemente do que aconteceu no século passado durante a Guerra Fria, a corrida espacial do século XXI tem um viés muito mais financeiro e capitalista do que de fato uma “corrida”, pois hoje em dia, com o avanço e surgimento de tecnologias inovadoras quem surfa a onda da exploração espacial são os bilionários.

Bilionários como Elon Musk, Jeff Bezos e Richard Branson apresentam planos ousados de turismo espacial e até mesmo a colonização de Marte, o planeta vermelho. O dono da SpaceX, Elon Musk, tem planos de levar 1 milhão de pessoas para o planeta vermelho até 2050. Já os outros dois bilionários apresentam planos mais conservadores, como já dito anteriormente, o turismo espacial, levando turistas a bordo de uma nave a “apenas” 100 quilômetros da superfície da Terra, distância essa que é usada como fronteira do Espaço Sideral.

Mas aí que fica a pergunta: a futura civilização de Marte responderia a alguma nação? A ONU? Teria uma soberania e governo próprio? Não sabemos responder essas perguntas por enquanto, temos que aguardar o tempo.


Benefícios da exploração espacial

Se eu te dissesse que a comida que você come todos os dias, é beneficiada por adventos da tecnologia da exploração espacial, você acreditaria? Realmente é difícil de acreditar e até eu mesmo não acreditei na primeira vez que ouvi sobre isso.

Mas sim, isso é verdade. Graças a exploração espacial, temos em nossas mãos o GPS, que auxilia em muita coisa, inclusive para os grandes produtores de alimentos no mundo. O GPS indica qual área do solo é melhor para o plantio de determinado grão, por exemplo. Ele também nos auxilia na navegação, segurança, muitas coisas do cotidiano.

Outra coisa que utilizamos todos os dias e que é resultado da exploração espacial é a câmera super tecnológica que temos em nossas mãos, em nosso celular. Um dos sensores presentes na câmera dos smartphones é proveniente das câmera de alta definição dos satélites que orbitam o planeta Terra.


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